Conhecendo o Núcleo – Membros

Enf. Michel Marcossi Cintra 

Membro do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Psicomotora

Currículo Lattes disponível em: http://lattes.cnpq.br/4094321770040698

Ano de ingresso no Núcleo: 2014

Formação: Enfermeiro pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP). Mestrando pelo Departamento de Enfermagem Fundamental da EERP-USP.

Ligação com o NEUROREHAB: Encontra-se envolvido com pesquisas na área de neuroreabilitação, com ênfase no desenvolvimento de novas tecnologias virtuais de informação em saúde e sua acessibilidade às pessoas com deficiência.

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é bem abrangente, abarcando códigos relacionados às funcionalidades biológicas, intelectuais, emocionais e sociais do ser humano. Eis alguns exemplos: d310 Comunicar e receber mensagens orais; d315 Comunicar e receber mensagens não verbais; d320 Comunicar e receber mensagens usando linguagem gestual; d325 Comunicar e receber mensagens escritas; d610 Aquisição de um lugar para morar; d620 Aquisição de bens e serviços; d630 Preparar refeições; d640 Realizar as tarefas domésticas; b5102 Mastigar; d240 Lidar com o estresse e outras exigências psicológicas. A partir dos códigos principais da CIF, o profissional de saúde pode indicar em uma escala, qual o grau de funcionalidade que deve ser associada ao paciente: xxx.0 Não há problema; xxx.1 Problema ligeiro; xxx.2 Problema moderado; xxx.3 Problema grave; xxx.4 Problema completo; xxx.8 não especificado; xxx.9 não aplicável. Assim, caso o paciente não tenha problemas para preparar refeições, o código a ser empregado é: d630.0. Já se o paciente não consegue de forma alguma preparar suas refeições, o código a ser empregado é: d630.4 (ORGANIZAÇÃO, 2004).

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O TEXTO COMPLETO CONTENDO A ENTREVISTA COM A PROFA FABIANA FALEIROS, COORDENADORA DO NEUROREHAB

 

REFERÊNCIAS

ORGANIZAÇÃO Mundial de Saúde. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Lisboa: DGS, 2004. Disponível em: http://www.inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf Acesso em: 26 jun. 2018.

NEUROREHAB recebe certificação de Grupo de Pesquisa no Brasil pelo CNPq

Recentemente, o Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (NEUROREHAB) recebeu certificação do Diretório dos Grupos de Pesquisas no Brasil (DGP), vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para acessar a página oficial do Núcleo nesse diretório, clique no link abaixo:

Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora

Informações sobre os membros do NEUROREHAB, assim como os focos de pesquisas e estudos desenvolvidos pelo Núcleo, podem ser encontrados na página. Cabe ressaltar que a consulta de dados é pública e livre para qualquer acesso.

 

Lançamento da rede social D Eficiência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

No dia 20/06/2018, a rede social D Eficiência foi oficialmente lançada pela Universidade Federal de Minas Gerais. O lançamento ocorreu na cidade de Belo Horizonte, e contou com a participação de diversos membros do NEUROREHAB, dentre eles a sua coordenadora Profa. Dra. Fabiana Faleiros, Dr. Naira Favoretto e Prof. Dr. Christoph Käppler, da Universidade Tecnológica de Dortmund – TU Dortmund. Alguns temas de extrema relevância, como o uso de tecnologias para a reabilitação de pessoas com deficiência, foram abordados durante o evento por meio de palestras e discussões mediadas por alguns dos membros citados.

O trabalho do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora com a D Eficiência continua intenso. Desejamos que essa parceria perdure e que novos avanços na área da reabilitação neuropsicomotora sejam conquistados!

 

Aniversário de 1 ano do site do Neurorehab!

Em abril de 2017, o site do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora foi criado e, no mês seguinte, iniciou-se as primeiras atualizações em sua interface e novas postagens abertas para o público. Em maio de 2018, portanto, comemoramos 1 ano definitivo de novas postagens no site e de seu compromisso em apresentar os esforços que vêm sendo feitos por este Núcleo em progredir com o conhecimento na área de Reabilitação Neuropsicomotora por abordagens que envolvem estudos científicos, inovações tecnológicas e internacionalização do ensino, além de outras estratégias que visam o avanço do desenvolvimento de novas pesquisas e ferramentas que facilitem e promovam melhor qualidade no cuidado prestado à pessoas com deficiência.

Parabéns Neurorehab!

Programa TANDEM e Neurorehab no 12º Get Together

No dia 23 de maio de 2018 aconteceu, no Restaurante Central do campus da USP de Ribeirão Preto, o XII Get Together, evento promovido pelo Grupo Coordenador de Atividades de Relações Internacionais do campus de Ribeirão Preto da USP (GCARI RP) e que contou com a participação de intercambistas dos mais diversos países. Neste ano a aluna Rebecca Eisenberg, membro do Neurorehab e aluna da Profa Fabiana Faleiros, representou a Alemanha no evento em parceria com sua amiga alemã Lili, que encontra-se vinculada à FEARP. Como o evento solicita que os intercambistas preparem atividades culturais típicas de seu país, Rebecca e Lili preparam juntas uma deliciosa salada de batatas e um caprichado bolo de ameixas, característicos da culinária alemã. Além disso, Rebecca ainda apresentou a TU Dortmund para os alunos e explicou aos estudantes brasileiros como sua universidade funciona e as vantagens de estudar na Alemanha. Obviamente, os pratos preparados se esgotaram rapidamente e foram degustados por dezenas de estudantes. Seria esse um bom sinal?

Além disso, o Programa TANDEM marcou presença no evento por mais um ano seguido. Este programa, que tem como objetivo propiciar a troca de aprendizado de línguas entre estudantes que falam diferentes idiomas, é coordenado pela Profa. Fabiana Faleiros (responsável pelo Neurorehab) e permite que os alunos do campus da USP Ribeirão Preto encontrem parceiros para o treino de habilidades de linguística estrangeira. As alunas Carolina Galli e Jaqueline Vitorini, ambas responsáveis pela organização dos “matches” entre os estudantes falantes de português e aqueles que dominam o idioma falado no país de origem. Um programa de aprendizado de línguas bastante reconhecido na EERP-USP e que estimula a internacionalização da universidade e dos seus componentes, sejam eles alunos, docentes ou funcionários.

Agradecemos a participação e excelente representação do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora e do Programa Tandem no 12º Get Together!

 

Neurorehab recebe intercambista da Alemanha

Neste semestre, as reuniões do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora contarão com uma participação especial: a aluna Rebecca Eisenberg, da TU Dortmund, cursará disciplinas na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP e desenvolverá pesquisas junto da Profa Dra Fabiana Faleiros, coordenadora do Núcleo. A TU Dortmund recebe estudantes da EERP desde 2014 e desta vez é a nossa hora de recebê-los.

Wir wünschen ihr viel Erfolg!

 

Cadastro voluntário para participação de pesquisas em Lesão Medular

Convidamos você para se inscrever em um cadastro para ser convidado para participar de futuras pesquisas sobre Reabilitação e lesão medular realizadas pelo Núcleo de Pesquisa Neurorehab (Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora), coordenado pela Professora Doutora Fabiana Faleiros, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Você gastará no máximo 10 minutos para preencher o cadastro. Sua participação é fundamental para a realização de pesquisas, que irão aprimorar o tratamento de pessoas com lesão medular, seus familiares e profissionais de saúde de diversas regiões do Brasil. Sua participação é voluntária e livre de custos de qualquer natureza. Você não receberá nenhuma gratificação por fazer parte deste cadastro. Caso queira desistir de participar do cadastro, poderá fazê-lo a qualquer momento, sem prejuízos, ficando garantida a sua liberdade de retirada do consentimento. Os dados obtidos serão utilizados unicamente para fins de pesquisa, preservando seu anonimato. Você poderá tirar suas dúvidas sobre o cadastro e sua participação, via e-mail ou telefone, que estão no final deste documento.Todas as pesquisas posteriores ao cadastro serão aprovadas pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, pois respeitamos as questões éticas necessárias para a sua realização.

E-mail dos pesquisadores:
fabifaleiros@eerp.usp.br
adriane.carvalho@usp.br
mariele.goncalves@usp.br
karina.bimbatti@usp.br

Telefone: (16) 3315-0183

Links para participação:

  1. https://pt.surveymonkey.com/r/redesocial00
  2. https://pt.surveymonkey.com/r/whatsapp00
  3. https://pt.surveymonkey.com/r/email00

AGRADECEMOS SUA PARTICIPAÇÃO!

Direito das pessoas com deficiência e o dilema Estado x População

Não é de hoje que a luta das pessoas com deficiência é travada contra o Estado brasileiro, uma situação um tanto quanto constrangedora para o indivíduo com algum tipo de deficiência (física ou mental) e que, para o Estado, representa apenas mais uma das inúmeras demandas exigidas pela população brasileira no que tange os direitos humanos. No dia 20/03 ocorreu na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto uma roda de conversa que teve como objetivo discutir de forma mais ampla esta questão. O debate, que foi organizado pela Liga de Direitos Humanos e Saúde em parceira com o Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora, contou com a participação de Lilian Ap. Sacutti, presidente do Conselho Municipal e Promoção e Integração das Pessoas Portadoras de Deficiência (COMPPID) de Ribeirão Preto.

Durante a discussão, os participantes (alunos de primeiro, segundo, terceiro, quarto  e quinto ano do curso de Bacharelado e Bacharelado e Licenciatura da EERP) puderam contar suas experiências em relação ao tema proposto e ouvir da convidada algumas medidas públicas que são tomadas no Conselho na qual esta integra há anos. Se analisarmos de forma mais atenta os documentos nacionais e internacionais que seguiram este eixo, podemos notar que o tempo de elaboração destas políticas “oficiais” são um tanto quanto recente, à citar de exemplo a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU no ano de 2006. Desde então, muitas políticas foram desenvolvidas em território brasileiro para que este público houvesse um acesso maior aos seus direitos e que eles de fato fossem protegidos pelo Estado. Mas não é isso que sempre acontece.

Ainda nos dias atuais, podemos observar certa dificuldade por parte dessas pessoas em relação aos seus direitos – humanos e fundamentais. Mesmo o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) agindo diretamente na regulação e suporte deste público, podemos identificar frequentemente casos de pessoas com deficiência negligenciadas pelo Estado brasileiro e que veem no Judiciário a última esperança de obter o mínimo para levar uma vida consideravelmente saudável.

“A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência (Portaria nº 10.060/2002)
tem como propósito reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e
desempenho humano, colaborando para a sua inclusão total na vida social, e proteger a saúde deste grupo populacional, como também evitar agravos que ocasionem as deficiências. As diretrizes que norteiam a política para implementação nas três esferas de gestão e as parcerias interinstitucionais necessárias, são: a promoção da qualidade de vida; a prevenção de deficiências; a atenção integral à saúde; a melhoria dos mecanismos de informação; a capacitação de recursos humanos; e a organização e funcionamento dos serviços (BRASIL apud SANTOS, 2015, p. 115).”

Assim como já discutido anteriormente em outros textos postados aqui no site, observar a luta dessas pessoas não é algo inédito, muito pelo contrário. Profissionais de diversas áreas, como saúde, educação e serviço social, devem mobilizar-se a fim de assistir essas pessoas com maior embasamento científico e disposição em transformar as políticas já elaboradas numa realidade. Para isso, a mobilização pessoa com deficiência – profissionais deve ser estabelecida de forma horizontal, ou seja, sem hierarquização de conhecimentos sobre o assunto ou ações que desconsiderem o próprio sujeito com deficiência. Cabe ao Estado, também, fazer o seu papel na garantia de direitos e evitar ao máximo que isso chegue às outras esferas administrativas, em especial o Judiciário. Este também não é um desejo das pessoas com deficiência, mas que infelizmente é, muitas vezes, o único caminho a ser seguido.

REFERÊNCIAS

Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 3 (BR). “Um olhar através da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU: Novas perspectivas e desafios”; 2012 dez 3-6, Brasília (DF), Brasil. Brasília (DF): Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE);2012.

Santos TR, Alves FP, França ISX, Coutinho BR, Silva Junior WR. Políticas públicas direcionadas às pessoas com deficiência: uma reflexão crítica. Revista Ágora. 2012;15:210-9.

 

*Texto redigido por Elias Tristão, membro do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora